Ação Integralista Brasileira

Ação Integralista Brasileira.

Os principais idealizadores que deram corpo ao movimento integralista brasileiro foram Plínio Salgado, Gustavo Barroso e Miguel Reale. Plínio Salgado sistematizou a teoria do Estado Integral, e criou os uniformes, símbolos, costumes, hábitos e rituais dos participantes do movimento integralista, e criou a Ação Integralista Brasileira em 7 de outubro de 1932, com lançamento do Manifesto de Outubro de 1932. Às vésperas das eleições presidenciais de 1937, onde Plínio Salgado era o candidato favorito, a AIB lançou o Manifesto Programa de 1937, que foi um dos principais documentos do movimento, influenciou as realizações do Estado Novo, e uma grande geração de políticos como Juscelino Kubitschek, que agradece a Plínio Salgado pela inspiração propiciada pelo livro “13 Anos em Brasília”, que o levou a construir a nova capital brasileira. Assim como uma série de programas como a “Casa-Própria” e a “Alfabetização de Adultos”. O integralismo foi um movimento muito importante na conjuntura não só da década de 1930, mas influenciaria muitos políticos e intelectuais com atuação posterior a esse período.

Dentre os numerosos membros da AIB, pode-se citar, além de Plínio Salgado, Gustavo Barroso, Miguel Reale, Tasso da Silveira, San Tiago Dantas, Olbiano de Melo, Câmara Cascudo, Neiva Moreira, Gofredo Teixeira da Silva Teles e Inácio da Silva Teles, Raimundo Padilha, Alfredo Buzaid, Madeira de Freitas, Augusto Frederico Schmidt, Gerardo Melo Mourão, Dantas Mota, Vinícius de Morais, Paulo Fleming, Adonias Filho, Dom Hélder Câmara, Ribeiro Couto, Herbert Parentes Fortes, José Loureiro Júnior, Hélio Viana, Américo Jacobina Lacombe, Ernâni Silva Bruno, Antônio Gallotti, Jorge Lacerda, Thiers Martins Moreira, José Lins do Rego, Alcebíades Delamare Nogueira da Gama, Roland Corbisier, Álvaro Lins, Seabra Fagundes, Rui de Arruda Camargo, Raimundo Barbosa Lima, João Carlos Fairbanks, Mário Graciotti, Mansueto Bernardi e Belisário Pena, Antonio de Toledo Piza, Romulo de Almeida Mercuri, Abdias do Nascimento.

Com o aparecimento do documento denominado Plano Cohen, foi possível o golpe de estado de Vargas, dando então início ao Estado Novo. Parte da alta cúpula integralista conhecia as articulações de Getúlio para dar o golpe, e Plínio Salgado negociava o futuro cargo de ministro da educação, tentando, com isso, garantir a presença dos integralistas no novo governo. Porém Vargas surpreendeu os integralistas, proibindo a existência de qualquer agremiação política a partir de novembro de 1937.

Em decorrência da dissolução da AIB, após a instauração do Estado Novo, alguns integralistas insurgiram-se tentando dar um contragolpe à ditadura de Vargas, em 1938. Severo Fournier, liderando os integralistas, atacou, em 11 de maio de 1938, o Palácio Guanabara. Eram 80 militantes integralistas ao todo – dentre eles um membro da família imperial brasileira. Em resposta, muitos foram fuzilados, outros tantos feridos. Cerca de 1 500 integralistas acabaram presos e ficaram sob a responsabilidade de Filinto Müller para interrogá-los. Plínio Salgado, ao final, foi exilado em Portugal. O ocorrido ficou conhecido como Levante integralista.

Em 1936, o total de seus membros era estimado entre 600 mil e um milhão. Segundo o jornal Monitor Integralista (de circulação nacional, assim como A Offensiva, principal órgão do partido), na edição de 7 de outubro de 1937, naquele ano número de filiados da AIB era superior a um milhão. O jornal também registrava a existência de mais de 100 jornais. Há referências pelo menos quatro revistas – A Flâmula, Anauê, Panorama e A Marcha. Segundo relatório interno da AIB, o partido contava com 1 128 850 membros nas 22 Províncias (como eram chamados os Estados).[23] Na Província do Mar, ou seja, tripulantes de navios, 2 850.[carece de fontes]

Somente na região próxima à cidade de Matão, em São Paulo, eram produzidos os seguintes jornais: A Gazeta de Jaboticabal, O Nacionalista (Araraquara), e Folha Integralista (Taquaritinga). Foram produzidos 75 livros, destinados a propaganda integralista, sobre filosofia, sociologia, direito, economia, história, política e outros ramos de atividade cultural.

Entre “plinianos” e “plinianas”, as crianças integralistas, havia 155 mil.

Os integralistas e remanescentes da AIB se reorganizaram no Partido de Representação Popular, o PRP, presidido por Plínio Salgado, e participaram de todas as eleições do período, desde a Assembleia Constituinte de 1945, até a edição do AI-2, em 1966; o PRP teve sua maior representatividade nos Estados do RS, SC, PR, SP e RJ. Plínio foi candidato à presidência da República em 1955, afinal, obtendo cerca de 7% dos votos. Com o fim do PRP, a grande parte dos seus membros nucleou-se na ARENA, inclusive Plínio, que foi parlamentar por essa legenda, no Estado de S. Paulo.

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